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riscos_e_rabiscos

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Há Coisas Mesmo Estranhas!

Ponto da situação:

- Início do dia com borrifos de chuva;

- Os motoristas dos tranportes públicos devem ter adormecido nas curvas pois chegaram todos atrasados;

- Não fui "provar" a água do mar: nem as nuvens nem o humor convidavam;

- Tarde na mata sob ameaça de chuva;

- O meu colega professor Mamboo (lol) continua a ter uma história para contar a propósito de tudo, mesmo que seja sobre um cócózinho de cão!;

- Fomos à farmácia comprar tampões para os ouvidos porque o voto de silêncio do prof. Mamboo foi quebrado em menos de um minuto.

 

Momento Auge do Dia:

Já de volta para casa, "encaixadas" no autocarro a cair de podre e embaladas pelas alegres músicas infantis, vamos observando a paisagem distraidamente até que.... WHAT'S THAT?!?

Foi uma cena à desenho animado: olhámos todas simultaneamente para a paragem do lado esquerdo onde se encontrava uma figurinha... bom... errr... sei lá... sui generis, é melhor dizer assim.

Estava um senhor, vestido de cor de rosa da cabeça aos pés, com um penhoir (tipo um robe de seda), de cabelos pretos com corte à anos 70, melenas pelos ombros portanto, e com uma bela bigodaça farfalhuda. Abanava-se muito descontraidamente com ares efeminados. Não batia a bota com a perdigota. Ou se é ou não se é.

 

Para justificar tais preparos, invntou-se logo a história de que o senhor tinha sido apanhado com a amante pelo marido dela e que a única coisa que teve tempo de vestir antes de se pirar foi o tal robezinho rosa...

 

Momento do Dia

(Gaffe dos adultos, passada entre a M. e o professor Mamboo, a propósito da irmã de serviço...)

- Não quer homem! - diz a M.

- Quer uma então! - responde o prof. Mamboo.

 

Agora em português correcto:

- Não quer (café), homem!- diz a M.

- Caruma então! - responde o prof. Mamboo.

 

Toca a rezar 50 Avé Marias e 50 Pais Nossos para limpar as vossas mentes perversas!

Mais Do Mesmo.

 

Terminei a semana mais morta que viva. Não só pelo cansaço e calor mas também pela falta de motivação, pela falta da convivência, camaradagem e ambiente de brincadeira saudável que existia o ano passado quando fomos para a praia.

  

É impressionante como uma única pessoa com a sua energia negativa e falta de envolvimento com a dinâmica da coisa contaminam o meio envolvente. Já sabem que estou a falar na santinha-do-pau-oco. Isola-se, raramente se aproxima dos colegas o que causa um certo mal-estar. A verdade é que ninguém se sente à vontade perto dela. À bocado ocorreu-me que ela deve ter ciúmes ou inveja de que os miúdos gostem mais dos outros professores do que dela e, por isso, "não deixa" que as crianças se aproximem, ela suga-as para perto de si. O que vai acontecer é que estas crianças vão tornar-se anti-sociais. Se eu tivesse um filho na escola, não gostaria que a sua professora procedesse assim.

 

Quem me lê há algu tempo sabe que eu defendo que "precisamos todos uns dos outros". Mais cedo ou mais tarde. Defendo a sociabilização, neste mundo de tanta solidão e tristeza. Acho que o viver e conviver em sociedade nos prepara para enfrentar as adversidades da vida. Aprendemos com as nossas experiências mas também com as dos outros. Acho eu, mas muitas vezes desconfio que ando muito enganada neste mundo.

 

A semana finalizou com a santinha nos seus banhos de princesa e a borrifar-se para os seus alunos que foram habituados a "flutuar" à sua volta mas de quem se esquece rapidamente ao ir para fora de pé. Tem lá as duas "lacaias" para tomar conta das crianças...

E a semana começou na mesma: mergulhos em alto mar, lacaias a controlar tudo e mais alguma coisa e a tomar decisões que deviam ser da autoria da santinha-do-pau-oco.

 

A única novidade do dia, pelos vistos, foi o novo motorista. Gajo jovem com ar de totó (lol), ou melhor, de tintin. Franjinha à tintin (d' aprés Hergé), nome invulgar e homónimo ao do famoso dicionário. Ah e com resmas de paciência para aturar putos melgas!

O dia de praia até estava fixe a água é que parecia uma tina de água comgelada. Dava para meter os pézinhos - e o resto do corpo - lá dentro mas poucas vezes. Estava-se bem melhor ao sol.

Vamos ver o que nos reserva o tempo para amanhã.

 

MOMENTO DO DIA

(ao passar por uma loja...)

- Ali não é a China... Ali é uma loja dos chineses. A China é mais à frente... {#emotions_dlg.blushed}

 

(para o nosso motorista...)

- Ó Aurélio... liga as luzes... (tão pá, andamos na escola juntos ou quê?! {#emotions_dlg.amazed})

O Primeiro Dia Da Bea(it)ch.

Nem vale a pena começar por dizer que estava um calor infernal. Saí de casa às 7 da manhã a pensar que estaria fresquito mas estava redondamente enganada. Às 7 e pouco já os termómetros de rua acusavam 25 graus.

 

Apanhei a catrefada de camionetas em direcção ao convento com um bad feeling. O que eu previa nos meus pensamentos mais remotos e pouco prováveis aconteceu! Eu explico: Para acompanhar os alunos das turmas que vão para a praia, vai um professor e uma auxiliar. Ora eu podia ir com todas as turmas menos com uma, a da santinha-do-pau-oco, uma vez que os miúdos não são meus alunos. É que a santinha-do-pau-oco quis dar inglês à sua turma. Sabem, é que ela trabalha muuuuuuito, até sai do convento às 9 da noite!!!! Ah, esqueci-me de dizer em que fica a trabalhar: a DAR GRAXA à mana-directora e sua trupe!!!

 

E não é que me calhou mesmo na rifa acompanhar a santinha-do-pau-oco? Acreditam nisto?!?!?! Resultado, os putos não me conhecem e não ligam nenhuma ao que eu digo. A santinha-do-pau-oco é do género “não faço que alguém há-de fazer” e os desgraçados dos putos do 1º ano é que ficam a assar! Ora eu, que me faz uma comichão do caraças estas coisas, pus logo tudo a andar numa fona!

 

Admite-se que com um calor destes se deixe as crianças ao sol à espera tempos infinitos porque a santinha-do-pau-oco e a mana do zoo – que vem na nossa camioneta – sejam umas desorganizadas do caraças e esteja cada coisa para seu lado? Passou-me a primeira coisinha má pelas vistas, peguei nos putos todos e fomos abancar para a praia. Senão a santinha-do-pau-oco não saia dali. A mana do zoo já se sabe como é.

 

Como se EU não bastasse, a prof. de música também foi “destacada” para acompanhar a santinha e os seus diabinhos anjinhos. Três marmanjas para acompanhar 17 putos…

Resultado, a santinha estava à espera que a dupla de desgraçadas (eu e a minha colega) fizéssemos tudo! Colocar protector solar nas crianças, mandar vestir e despir, olhar por eles, irmos para a água com eles e por aí afora. Como lhe topei o esquema, só fiz o que me competia para que as crianças não fossem prejudicadas por esta abécula, quer dizer, santinha.

 

Hora de ir à água. A santinha-do-pau-oco desengonçou-se por todos os lados enquanto formava fila com os putos já descascados e prontos para irem à água. Mais uma espera. Lá veio sua santidade com os restantes diabinhos anjinhos e em vez de alinhar à frente dos que já lá estavam, pois era onde ainda havia espaço, resolveu que os queria entrincheirar no meio de duas turmas. Lá vai aqui a rezingona pedir para passarem para a frente. Será que estas coisas não discorrem à santinha-do.pau-oco?

 

Só um aparte: ainda não vos confidenciei que a santinha-do-pau-oco é anti-social, não se mistura com os comuns mortais, e muitas vezes nem nos dirige a palavra, roçando a falta de educação. Outra coisa curiosa é que ela isola os seus diabinhos anjinhos das outras crianças, prática esta, de resto, já utilizada pela mana do zoo. Resultado obtido: crianças anti-sociais, desregradas e que não sabem conviver com outros colegas senão aqueles a que estão habituados. Adiante!

 

Da parte da tarde temos mata. Sempre nos safamos mais um bocadinho ao calor. Almoçámos em conjunto e depois foi hora de brincadeira. É usual deixarmos os miúdos andarem a brincar à vontade sob o nosso olhar. Mas até aqui sua santidade teve de dar um ar da sua graça. Em vez de se juntar aos colegas e auxiliares para confraternizar um pouco, optou por andar a esfregar-se na areia castanha que deixa tudo cagado sujo. God gracious!

 

Mais uma vez tive de “puxar a carroça” à hora de regressar ao convento. Deu-me a segunda coisinha má e pus tudo em sentido a recolher as suas coisitas e a fazer fila atrás de mim. Ficaram dois ou três para trás com a santinha-do-pau-oco enquanto estes subiam para o autocarro.

***

Durante a época balnear vou criar a rubrica MOMENTO DO DIA, cujo objectivo será o de partilhar convosco algo engraçado. Assim, cá vamos ao primeiro…

 

MOMENTO DO DIA    

 

(Para a prof. de música)

- Ó professora, apanhaste um caldeirão… !

 

(Para a prof. E.)

- A irmã mandou perguntar onde estava a caixa dos primeiros chocos